Mais que um ano

Um ano e meio, pra ser mais precisa.

Mas pensando bem, parece quase uma vida. E não digo isso porque foi difícil ou coisa do tipo, mas sim porque deixar de comer carne se tornou algo muito natural para mim.

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Não sinto mais vontade, nenhuma vontade. Não penso que é delicioso, que estou perdendo algo ou que poderia provar um pedacinho.

Aos poucos qualquer pedaço de bicho, picanha, sashimi ou bacon, se tornou – olha só que incrível – apenas um pedaço de bicho. Uma porção de músculo, de sangue, osso. Um cadáver. E algo me diz que não faz sentido me alimentar disso quando tenho à disposição tantas outras coisas mais apetitosas.

E se no começo da minha transição alimentar eu não via problema algum em manipular e preparar carne, agora já sinto uma pontinha de agonia. Sorte a minha que a duplinha aqui de casa já se conformou em comer ceviche e churrasco apenas quando estamos fora.

Aliás, esse é um ponto que vale a pena comentar: Assim que decidi me tornar ovo-lacto-vegetariana meu marido torceu o nariz, achando que minha escolha seria um peso para todos nós. Mas com paciência e respeito encontramos um meio, e agora assisto admirada ele colocando o colesterol nos eixos e minha filha de 6 dizendo que não quer mais comer bicho.

Chegaremos lá.

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Já eu virei o ano com uma vontade absurda de deixar pra trás o restinho que me incomoda, aquele queijo do fim de semana, o ovo no bolo de padaria, o leite nos docinhos de festa. E já reduzi muito o consumo desses produtos. Em casa mantemos uma alimentação baseada em plantas na maioria do tempo, mas é só pôr o pé na rua pra me deparar com desafios maiores.

Eu sabia que a vida social seria uma pedra no sapato, mas confesso que sinto mais dificuldades do que imaginava. Muitas vezes quero recusar alguma coisa mas não faço apenas para agradar aos outros. E no fim, depois de comer lasanha 4 queijos, brigadeiro e pizza, fico um tanto arrependida porque já não acho o gosto tão maravilhoso quanto antes.

Mas e qual é o problema de comer essas coisas de vez em quando?

No começo eu não via nenhum, e acho que já contei aqui: demorei muito pra sentir compaixão e empatia pelos animais. Então eu pensava que, comer o ovo da galinha não era nada demais, afinal de contas a bichinha continuava viva. Mas aí eu descobri que a vida dessa coitada é uma grande merda, e que quando ela não puder botar mais ovos vai ser morta, assim como o frango, dono do peito que eu comia antes.

Sem contar que, de acordo com uma série de médicos e nutricionistas, estes alimentos nem são adequados ao nosso consumo. Já parou pra pensar à que se destina o leite de vaca? Para quem ele é produzido? Porque temos tantos alérgicos à proteína do leite? Se quiser encontrar as respostas vale a pena assistir a alguns documentários na Netflix, como Milk e What the health.

Eu tenho procurado cada vez mais informação e estímulo para aderir à uma alimentação 100% à base de plantas. E nessa busca alterno entre dias de total satisfação, abraçada no meu prato de saladas, e outros  de canseira e exaustão, entregue ao primeiro chocolate tosco que encontrar pela frente. Mas em nenhum momento penso em desistir.

Acredito que mudar hábitos seja mesmo uma tarefa de formiguinha, onde a gente vai fazendo pequenos acertos dia após dia, até que, quase sem perceber, tudo vira parte da rotina. Lembra da história da carne, lá em cima? Então, espero que a evolução continue de forma natural e prazerosa, até que não haja mais sofrimento no meu prato.

comidas2Mas vamos parando por aqui porque todo esse textão foi só pra dizer que tô voltando com o blog e também com as postagens do insta @umanosemcarne . Não sei até quando, nem com qual frequência, mas espero que em 2018 a gente se veja mais pelas redes sociais, pra trocar experiência e receitas.

Que seja um ano bem verdinho!

90 dias sem carne

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Sério mesmo?

Fiquei chocada ao perceber que fazem apenas 3 meses que estou sem comer carne. Em partes porque já estou completamente tranquila e não sinto falta de nada na alimentação, mas também porque me vejo repetindo por aí – especialmente pra mim mesma – que não existe a menor chance de voltar atrás.

E eu morro de medo desses meus “nunca mais” porque já paguei a língua centenas de vezes e não quero que isso aconteça agora. Não mesmo.

Tenho me alimentado como vegetariana estrita – sem carne, leite, ovos, mel ou qualquer produto de origem animal – na maior parte do tempo. Na verdade, aqui em casa não preparo nada com esses ingredientes, mas me permito comer queijo ou ovo, geralmente no meio de alguma receita, quando saio.

Ando flertando com o veganismo, leio bastante sobre o assunto, assisto documentários, entrevistas, e acho que esse estilo de vida faz todo sentido. Já comecei a procurar cosméticos e produtos de limpeza que não são testados em animais e decidi não comprar mais artigos de couro. Mas tudo isso não passa de um ensaio, sei que ainda tenho um longo caminho até me sentir fortalecida para assumir uma postura vegana.

Para mim, o mais difícil no vegetarianismo estrito é o convívio social. Creio que essa seja a grande questão para a maior parte das pessoas que passam por uma transição. Enfrentar os almoços de família, os churrascos com os amigos, recusar o bolo da mãe e ficar de boca fechada nos aniversários infantis, por enquanto, me parece missão impossível. Quem sabe um dia.

Por hora, sigo completamente feliz com a minha escolha, e a cada refeição que faço sinto que consigo me conectar mais com meu o corpo. É um troço meio zen, uma coisa quase espiritual, que falando assim, eu sei, parece papo de bicho grilo. Mas sabe o quê, experimente você e me diga como se sentiu.

Estamos começando um novo mês, aproveite e leia mais sobre o assunto, assista alguns filmes no Netflix, e proponha um desafio a si mesmo. Tente 30 dias sem carne. Se parecer demais, faça isso por 10 dias. Durante esse tempo consuma todo o material relacionado ao vegetarianismo que puder encontrar. Observe seu organismo, perceba como se sente depois das refeições, ao acordar, na hora de dormir. Você vai descobrir que não precisa de tanta carne.

Talvez não precise de nenhuma.

Chocolate, baunilha e amor

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Pode levantar as mãos pro céu e agradecer porque existe sobremesa vegana incrivelmente deliciosa e linda! E é mais que isso, além de não conter nenhum ingrediente de origem animal, esse doce é também muito saudável, só tem ingredientes naturais e você não vai abrir uma única lata durante toda a preparação.

Vou te contar uma coisa, eu toquei uma confeitaria artesanal por mais de dois anos, e mesmo tentando ser criativa, sempre que precisava preparar uma sobremesa, incluía nela leite condensado, creme de leite ou ovos. Todas as vezes.

Por isso ontem, quando finalizei essa torta aí, fiquei sentindo que ainda tenho muito caminho pela frente. A cozinha e os ingredientes são fontes inesgotáveis de possibilidades, e foi só depois da dieta vegetariana que consegui abrir meus olhos e enxergar com clareza essa verdade: a gente come e consome sem pensar.

Bom, mas chega de conversa e vamos pra receita. Eu me inspirei em muitos doces que vi nos blogs gringos de comida vegana e crua, mas no fim decidi criar a coisa toda do meu jeito, com os ingredientes que tinha aqui em casa. E ficou assim:

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Torta vegana de chocolate e baunilha 

Você vai precisar de uma fôrma com aro removível de 17cm de diâmetro. Se a sua fôrma foi maior, recomendo dobrar a receita. Antes de começar, deixe de molho a castanha de caju, ela precisa hidratar por no mínimo 4 horas antes de ser usada.

Ingredientes da base:

1/3 de xícara (chá) de amêndoas sem sal

1/3 de xícara (chá) de castanha do pará

6 ameixas secas, sem caroço

1 colher (sopa) de açúcar de coco

Coloque os ingredientes no liquidificador ou em um processador potente e bata até obter uma massa grudenta. Espalhe essa massa no fundo da fôrma, pressionando com os dedos pra que fique bem compacta. Tente deixar as laterais um pouquinho mais alta que o meio. Leve para o congelador enquanto faz os recheios.

recheio de baunilha:

1/2 xícara (chá) de castanha de caju crua, sem sal, deixada de molho por 4 horas

2 colheres (sopa) de melado

sementes de uma fava de baunilha – também pode 1 colher de café de extrato de baunilha

1/2 xícara de creme de coco – fiz o leite de coco caseiro, deixei na geladeira alguns minutos, e então usei só aquela parte bem cremosa que fica por cima.

1 colher (sopa) de óleo de coco líquido

Escorra a castanha, dispense a água, e junte todos os ingredientes no liquidificador. Bata por uns 3 minutos, até obter um creme liso e homogêneo. Retire a fôrma do congelador e coloque esse creme por cima da base. Leve pro congelador novamente.

recheio de chocolate:

1 abacate grande e maduro

4 colheres (sopa) de cacau 100%

3 colheres (sopa) de melado

1 colher (sopa) de chia

leite de coco caseiro

Coloque todos os ingredientes no liquidificador, menos o leite de coco. Bata pulsando, o quanto conseguir. Se tiver muito difícil, vá adicionando um pouco de leite de coco, mas não use mais do que meia xícara, a ideia é deixar o creme bem consistente, parecendo um mousse. Quando estiver homogêneo, retire a forma do congelador e espalhe o creme de chocolate por cima da camada de baunilha. Deixe no congelador novamente, por mais ou menos 30 minutos. Se deixar por mais tempo, a torta vai ficar bem dura, aí é preciso colocá-la na geladeira, uns 30 minutos antes de servir, pra que volte a ficar macia.

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Bombons de cacau e óleo de coco

Para decorar, fiz esses bombons e usei algumas castanhas de caju. Se quiser ter menos trabalho, faça apenas a calda e espalhe por cima da torta.

Calda de chocolate

1/3 de xícara (chá) de óleo de coco

1/3 de xícara (chá) de cacau em pó

3 colheres (sopa) de melado

Coloque o óleo de coco em uma panela e leve ao fogo até derreter. Quando estiver líquido, abaixe o fogo, adicione o cacau e o melado e misture bem, assim que estiver homogêneo, desligue o fogo. Coloque essa calda em forminhas de bombom – a minha é rígida e foi super difícil desenformar, acredito que naquelas de silicone fica bem mais fácil – recheie com manteiga de amendoim, coco ou faça maciço mesmo, despeje mais calda pra cobrir o recheio e leve pra geladeira até solidificar. Depois é só colocar por cima da tora.

Sozinho não muda nada

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Quando decidi parar de comer animais eu previa que muita coisa iria mudar, sabia que ia gastar mais tempo organizando e preparando as refeições, que teria de recusar alguns pratos, achava que iria responder algumas perguntas, mas não fazia ideia de como a minha percepção em relação à vida iria se transformar.

Fiz minha escolha baseada em 3 fatores: a preservação do meio ambiente, saúde e respeito aos animais, exatamente nessa ordem. A última coisa com a qual me preocupei foi a causa animal, mas assim que tomei consciência da crueldade que existe na indústria da carne, não só no abate como também em todo o processo de criação, eu fiquei chocada e ainda mais determinada.

E então, nesse curto período de tempo, parei pra refletir muitas vezes sobre o caminho que estava seguindo, e apesar de ter certeza de que essa é a melhor escolha, algumas vezes me perguntei se, sozinha, faria alguma diferença no mundo.

Sempre soube que a gente precisa respeitar as próprias ideias, valorizar o instinto e nos deixar guiar por aquilo que acreditamos, mas confesso que me senti um pouco desamparada quando constatei que não tenho nenhum amigo ou parente que compartilhe da mesma opinião em relação ao consumo de carne.

Até um Domingo desses em que fui almoçar na casa de um tio. Cheguei lá e antes mesmo de pegar um picles pra mastigar fui informada de que haveria um prato vegetariano feito especialmente pra mim. Fiquei super feliz e agradecida, mas quando vi a panqueca servida minha surpresa foi ainda maior: o prato não era só meu, e sim pra todo mundo.

Fiz meu prato cheia de gratidão e quando comecei a comer me dei conta de que a minha decisão, tão individual e pessoal, têm impactado muitas outras pessoas. Ali, naquele almoço de família, uma travessa de carne a menos foi servida, e isso encheu meu coração de alegria satisfação.

Esse argumento de que “sozinho você não muda nada”, “só você não faz diferença”, “não adianta nada só você parar”, é uma das formas mais covardes de desencorajar pessoas. Primeiro porque é usado por quem não consegue sair de onde está. Depois porque é, evidentemente, uma mentira.

Sim, você é capaz de mudar o mundo sozinho. E logo mais, ali na frente, vai perceber que está bem acompanhado. Sempre.

 

Banana bread, o pão de banana metido

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Eu to cheia de assuntos pra colocar aqui, mas nesses últimos dias fiquei tão concentrada em deixar a casa em ordem que acabei largando o blog de lado. Pra completar troquei recentemente de computador e além de não estar acostumada com ele, ainda não consegui passar meus arquivos pra cá. Então, enquanto as fotos que separei pra ilustrar os posts não vêm morar na máquina nova, vou deixar pra vocês uma receita que fiz ontem e que já tem lugar de destaque no meu caderninho: banana bread.

Apesar do nome “pão de banana”, esse é na verdade um bolo assado numa fôrma de pão. Muito popular na Austrália, o banana bread já ganhou várias versões, e essa aqui é a minha, sem glúten, sem leite e sem ovos, uma opção vegana cheia de sabor e nutrientes.

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Banana bread vegano

3 bananas prata, grandes e bem maduras

1 ovo vegetal – em um potinho coloque 1 colher (sopa) de farinha de linhaça dourada e mais duas colheres (sopa) de água. Misture e deixe descansar por 15 minutos.

3 colheres (sopa) de óleo de coco líquido – se estiver frio e o óleo solidificado, coloque uns 20 segundos no micro-ondas para derreter

1/3 de xícara de açúcar mascavo

1/3 de xícara de melado de cana

1 colher (sopa) de fermento em pó

1 pitada de sal

1 colher (café) de canela em pó

180ml de leite de coco caseiro

1 xícara bem cheia de farinha de amêndoas – só triturar as amêndoas sem sal no liquidificador at[e obter uma farinha

1 xícara bem cheia de farinha de aveia sem glúten – só bater a aveia no liquidificador at[e obter uma farinha fina

1/2 xícara de polvilho doce

1/2 xícara de amido de milho

Como faz:

Pre-aqueça o forno a 180 graus. Unte uma fôrma de bolo inglês com óleo de coco – ou outro óleo vegetal – e forre com papel manteiga, depois unte com óleo também o papel. Em uma tigela grande coloque as bananas e amasse bem com um garfo, até formar um purê. Acrescente todos os demais ingredientes, deixando por último as farinhas. Misture vigorosamente com uma espátula ou colher de pau, até ficar homogêneo. Despeje a massa na fôrma preparada e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos, ou até que a superfície esteja dourada e, ao espetar um palito, ele saia limpo. Aproveite pra fazer um café bem gostoso e divida com quem você ama.

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Bolinho vegano de cacau e abobrinha

006Sim gente, abobrinha! Quando eu comecei a testar receitas de bolos e pães sem glúten, logo me deparei com um problema: massa seca e esfarelenta. Agora então, que estou usando o mínimo possível de ovos e leite, fiquei ainda mais preocupada achando que os bolos seriam todos duros e sem graça.

E é aí que entra a abobrinha, que a princípio pode parecer um ingrediente estranho, mas enriquece a massa e dá uma textura mais densa e úmida, sem deixar nenhum sabor. Pode confiar, esse bolinho tem gosto de chocolate, e só.

Para substituir o ovo, eu usei uma misturinha de chia e água que chamo de “ovo vegetal”, é só bater a chia no liquidificador até obter uma farinha. Depois coloque em um potinho 1 colher de sopa rasa da farinha de chia e 2 colheres de sopa de água, misture e deixe descansar um pouco até ficar com consistência de clara de ovo. Esse preparado equivale a um ovo, aqui nessa receita vamos usar 3. Olha que fácil:

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Bolinho vegano de cacau e abobrinha – sem glúten

ingredientes para 12 bolinhos:

140g de farinha de arroz integral

50g de polvilho doce

50g de amido de milho

40g de cacau em pó

100g de chocolate meio amargo triturado no liquidificador ou no processador – verifique a embalagem para ter certeza de que é sem glúten e sem lactose

100g de açúcar demerara

1 colher (chá) de fermento em pó

1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

80g de óleo de coco – se estiver solidificado, aqueça até ficar líquido

2 xícaras (chá) de abobrinha ralada com casca – use o ralador mais fino

3 ovos vegetais

meia xícara de água

Faz assim:

Pre-aqueça o forno a 180 graus. Coloque as forminhas de papel nas cavidades da fôrma. Em uma vasilha misture os secos, menos o açúcar. Em outra tigela coloque o açúcar e o óleo de coco, mexa bem com um fouet ou com espátula, junte à essa mistura os 3 ovos vegetais, misture mais uma vez e reserve. Em uma tigela grande coloque a abobrinha ralada e adicione à ela metade da mistura de secos. Mexa com uma colher, tentando deixar os pedaços de abobrinhas envoltos pela farinha, sem fazer pelotas. Agora coloque o restante dos secos, os líquidos e a meia xícara de água. Misture bem e em seguida coloque colheradas da massa nas forminhas de papel. Leve ao forno por aproximadamente 25 minutos, ou até que, enfiando um palito nos bolinhos, ele saia seco. Retire do forno, passe um café e aproveite 🙂

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Nice cream de banana, coco e maracujá

Eu já contei aqui que tô fazendo acompanhamento nutricional pra me ajudar nessa transição para o vegetarianismo e também pra perder uns quilinhos que estão me incomodando. O meu cardápio de reeducação alimentar seria bem tranquilo, não fosse a falta de açúcar. Gente, eu fico sem fritura, sem cerveja, sem carne, sem queijo… mas sem doce, é literalmente de amargar.

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Então, pra dar uma aliviada na vontade que tenho de enfiar a cara numa panela de brigadeiro, eu ando fazendo umas invenções com as frutas que posso comer durante o dia. O nice cream é a melhor delas, fácil, rápido e tão saboroso que você nem vai acreditar. Não tem nada a ver com comida de regime – até porque, se tem uma coisa na qual eu não acredito é regime e comidas light de supermercado – a textura é fenomenal e a gente fica se sentindo feliz e satisfeito.

Outra coisa boa desses sorvetes naturais, é que você consegue aproveitar ao máximo as frutas, sem deixar nada estragar. É só ficar de olho na fruteira e quando perceber que tem alguma coisa muito madura, descasca, pica em pedaços, coloca num pote e manda pro congelador. Pode fazer com banana, manga, mamão, morango e qualquer outra fruta que tenha a polpa carnuda. É o melhor lanche da tarde!

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Nice cream de banana, coco e maracujá

ingredientes para 1 porção:

2 bananas prata congeladas – tem que ficar no freezer por no mínimo 4 horas

1 colher (sopa) de coco fresco ralado – eu usei o bagaço que sobrou do leite de coco que fiz em casa

suco de meio limão

polpa de meio maracujá

um punhado de castanha picada

Retire a banana do congelador e coloque no liquidificador. Acrescente o coco ralado e o suco do limão. Vá pulsando e batendo aos poucos, é preciso ter paciência e parar o liquidificador, abrir, mexer com uma colher, pra depois bater outra vez. Se estiver muito difícil, pode colocar um pouquinho de água gelada, mas bem pouco mesmo, ao então a textura vai ficar molenga e sem graça. Quando estiver cremoso, retire do liquidificador e coloque num potinho de servir. Despeje a polpa do maracujá com as sementes por cima do creme de banana e coco, salpique as castanhas e coma em seguida. Se quiser uma sobremesa mais doce, pode colocar melado de cana, agave ou açúcar demerara, mas de verdade, nem precisa 😉

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